Sindi da Porangaba   
Felipe Curi, casado com Cláudia Leonel, cresceu no meio da pecuária de corte, principalmente de Nelore. Procurando um animal com menor volume, mais mansidão e mais rendimento de carne, chegou até o Sindi.
Embora seja um gado de menor altura de pernas, a raça apresenta uma notável pujança muscular, precocidade evidente e excelente habilidade materna. Tudo isso conjugado poderia levar ao correto boi-de-corte, nos imensos campos brasileiros. “O Boi do Futuro é aquele que acaba dando um bom lucro para o bolso, para o meio ambiente e para o consumidor” - diz Cláudia.
Fez as primeiras compras em Adaldio Castilho, levando um lote para experiências. Enquanto isso percorria exposições, ouvindo relatos e observando o comportamento do gado. Sempre ouvia que “o Sindi é mais crias, mais carne, mais leite, mais lucro na hora de fazer as contas”. Também ouvia que era a raça mais rústica do planeta, de extrema mansidão.
Para começar bem, estabeleceu um Programa de Melhoramento Genético, utilizando Fertilizaçãoin Vitro (FIV), tendo como base os touros SUSPIRO e ÍNDIO.

Desempenho: “É muito bom criar Sindi, pois o gado aceita o convívio das pessoas, sem se alterar. Nunca um animal investe contra um visitante; é raça mansa desde o Paquistão” - afirma Cláudia.
O Sindi não tem problema com o período seco anual, pois é de origem desértica. Se é um gado bom para os desertos do Paquistão e da Índia, então é normal conseguir fantásticos resultados nas pastagens do restante do Brasil. É o que acontece, de fato: a raça apresenta alta conversão de capim em carne.
O Sindi tem abundância de massas musculares, com boa lucratividade em carne de primeira. Com os membros fortes e bem aprumados. Na balança, demonstra um peso surpreendente. Mostrou rendimentos entre 55% a 60% em Abates Técnicos realizados por vários frigoríficos.

Cruzamentos: O Sindi tem um tórax bem arqueado. Somente mestiços de grande porte conseguem ter um tórax possante como o do Sindi. Afi nal, a raça nasceu em desertos, onde os pulmões são muito exigidos. Sendo uma raça zebuína pura, o Sindi tem tudo para formar mestiços cada vez mais valorizados para o mundo dos trópicos. Começou a cruzar Sindi com Nelore e com Holandês e, a seguir, iniciou a produção de grande quantidade de animais a partir dos melhores touros e vacas, para atender o mercado de cruzamentos.
Em outras fazendas, o Sindi tem mostrado bons resultados com, praticamente, todas as raças. A alta prepotência do Sindi injeta características melhoradoras logo na mestiça F1. Os cruzamentos mais comuns são com Nelore, Holandês, Jersey e Girolando.
Para fazer mestiças leiteiras, o Sindi é uma excelente alternativa, pois garante o leite e também a carne.

Leite: A vaca Sindi produz uma cria todos os anos, com leite suficiente para que o bezerro seja bem terminado, em prazo curto. “Seja no verão, ou no inverno, a vaca Sindi estará colocando uma cria no chão” - lembra Felipe. Para colocar carne na bezerrada basta mamar - essa é a verdade do Sindi. Para ter leite suficiente, a vaca apenas precisa do capim natural.
Mesmo exibindo fantástica musculatura, apresenta - sempre - as crias em excelente estado.
Também existem linhagens altamente leiteiras na raça. Vacas acima de 3.500 kg são comuns e as recordistas já passam de 7.000 kg/ano. Alguns criadores já fazem até ordenha mecânica de suas vacas!
O leite é evidente ao se observar o úbere de algumas vacas, ou - melhor ainda - ao notar o precoce desenvolvimento das crias, desmamando com peso formidável: 180-220 kg para fêmeas e 220-250 kg para machos. O leite produz carne, em regime de pasto!
Futuro - O passar das gerações humanas vai reduzindo o tamanho das propriedades, exigindo maior rentabilidade da pecuária, competindo com cereais e cana-de-açúcar. A cada década, sobra menos terra para os bovinos. Ao mesmo tempo, a população cresce e precisa de mais carne para comer. Então, é preciso ter o gado certo, com maior rendimento. Onde antes cabia 1 animal por hectare, agora com o Sindi, poderá caber muito mais. É uma nova pecuária que vai surgindo.
O gado do futuro será pouco andador, evitando desperdiçar pastagens com as patas. Diz um ditado: “cuidado com gado que come com cinco bocas”, ou seja, com a própria boca e mais as quatro patas. O Sindi é pouco andador, aproveita qualquer material fibroso que encontra, transformando em carne e leite. É o último a emagrecer nas secas do Nordeste.
Havendo plantas de alto teor nutricional, então o Boi-do-Futuro também terá menor volume, para melhorar o rendimento. Reduzindo a altura e mantendo uma possante caixa torácica, o Boi-do-Futuro terá membros curtos e fortes, com passadas longas e leves. O Sindi é exatamente esse Boi do Futuro: com os membros curtos e fortes, garantindo um grande rendimento.
Antes de tudo, o Sindi tem harmonia. É um gado que consegue equilibrar o próprio tamanho, a área corporal, o metabolismo, a produtividade leiteira, resultando num animal de formas agradáveis, permitindo uma lucratividade nunca antes verificada na história dentro dos currais. Por isso, o Sindi é o gado vermelho do sorriso. Não existe um único pecuarista descontente com o Sindi. Nem nunca haverá!

Cláudia finaliza: “Nosso compromisso com a raça Sindi é de aumentar o rebanho. Estou certa de que meus filhos, Miguel, Helena e Felipe estarão atentos às provas zootécnicas, pois estas são as ferramentas para demonstrar o potencial da raça para países como Colômbia, Venezuela, China, e outros que são interessados no gado vermelho”.

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